Acompanhe também a nova parte do blog, que terá um tema só: Música!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Tree


Cheguei em casa, joguei a bolsa na cama, tirei o uniforme e fui almoçar na casa do meu vô. Mal entro na sala e já vejo vários enfeites de natal espalhados pelo sofá e a árvore logo ali, no canto ao lado da televisão. Foi inevitável lembrar da minha vó.
          Ela que montava a árvore de natal, separava os enfeites e piscas que encontrava nos fundos do guarda-roupa e pendurava nos galhos de forma tão aleatória que mais ninguém era capaz... Que saudade.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

E agora, José?


Depois de cumprir alguns compromissos durante a tarde, cheguei em casa, vesti meu pijama, fechei a porta e a janela, quarto quase escuro. A única luz vinha das bolinhas verdes penduradas em volta do meu quadro do Friends, o único som vinha da chuva lá de fora. Passei cerca de uma hora deitado à toa na cama... Pensamentos que estavam guardados na minha cabeça começaram a querer sair e quando menos percebi estava rodeado dos meus grandes medos.
Parece que eu cheguei num pedaço da minha vida onde não há tempo para ensaiar mais nada. É quase fim do colegial, quase dezoito anos completos, vestibulares acontecendo, pressão por encontrar um emprego, entre outras coisas que estão na hora de serem encaradas. Meu tempo de dúvidas e tentativas está sendo roubado a cada dia que passa.
Boa parte do tempo que vivi até agora foi frequentando a escola, sendo treinado e preparado para enfrentar a vida e suas dificuldades, o que em grande parte só é verdade na teoria, claro. Porque a enxurrada de informações que recebemos é para que possamos ao final do ciclo médio, saber responder ao maior número de questões dos testes que determinarão grande parte do nosso futuro. Gostaria que me ensinassem algo mais valioso que fórmulas e mais fórmulas, algo que eu carregasse comigo por anos e não até conseguir ser aprovado em um vestibular. Talvez até quisessem me ensinar, mas eu não devia estar maduro o suficiente para compreender, eu não sei, realmente não sei. Só que agora isso não importa mais, a questão é que o tempo passou e bem ou mal, com tranquilidade ou aos trancos e barrancos, superei todas as situações inusitadas e os problemas que foram surgindo e cheguei até aqui. Errei em vários momentos, com várias pessoas e até comigo. Mas foi daí que conheci minhas falhas e pude buscar melhorá-las, agreguei valores e convicções que se renovam quando necessário e se fortalecem quando requisitados. E novamente digo, eu cheguei até aqui.
E agora, pra onde vou? Eu tenho mais incertezas do que certezas dentro de mim, mais medo do que coragem, mais sonhos do que perspectivas de realizá-los. Por que e por quem sou obrigado a entrar de cabeça no que as pessoas costumam chamar de “vida” só por logo estar atingindo a maioridade? Se isso é um dever, eu não quero fugir, mas gostaria de cumpri-lo quando me sentir preparado e bem disposto a isso. Vamos ver até onde valerá à pena.
Por enquanto, vou aproveitando meus últimos suspiros desse ano que está quase no fim.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Feito nas coxas

Era para esse texto vir pra cá, mas talvez eu tenha enjoado um pouco da cara daqui. Escrevi no NPL2 então, que mal tem né?
Clica aí embaixo ou ali em cima pra ser direcionado ao texto. Vou dormir, até mais...


sábado, 17 de setembro de 2011

Segunda canção.

E mais um texto novo no Na ponta do lápis 2. É só clicar na imagem abaixo ou no link que fica ali de cima pra poder ler. 


terça-feira, 26 de julho de 2011

NPL 2


O post de hoje é no Na ponta do lápis 2 de novo. É só clicar na imagem abaixo ou no link que fica ali de cima pra poder ler. Espero que gostem!


quinta-feira, 7 de julho de 2011

Atenção!


Pessoal, hoje o post é em outro lugar!
É só clicar ali em cima onde está escrito Na ponta do lápis 2 – “A música”.
Depois comentem o que acharam da ideia, ok?




segunda-feira, 9 de maio de 2011

Psiu :)


Foi um longo descanso. De bobagens, das preocupações, de pessoas não agradáveis, de lugares não mais prazerosos, de conceitos falidos, e meio que sem querer, do blog. Foi um bom trabalho. De experiências, de estudos, de vivência, de sonhos, de metas.
Acho super engraçado como tudo muda tão rápido enquanto somos jovens. Ontem estava no primeiro ano do ensino médio e daqui alguns minutos será minha festa de formatura. Ontem planejei toda a minha vida, meu trabalho, meu lazer, meus amigos, minhas viagens, e hoje eu já não busco quase mais nada do que pensei. Poxa, que legal poder mudar, se arrepender, corrigir, sonhar, fazer.
Esse ano começou bem corrido pra mim, tantos deveres com a escola, compromissos e mais compromissos, e no meio disso tudo surgiu a oportunidade de começar a correr atrás do que eu quero que seja minha vida, a música. Passei bastante tempo compondo, gravando, treinando, corrigindo erros, aprendendo a entrar nesse mundo...
(No decorrer dos parágrafos percebi o quão confuso e mal organizado está esse texto, peço desculpa pra quem tentar lê-lo. São tantas idéias novas, histórias, novidades, que acabo querendo expor tudo e não dou conta. E perdoem-me pelo vício de enfileirar diversas palavras entre vírgulas, mas acho que só assim consigo resumir meus pensamentos).
...Um dos meus prazeres é o blog, e com inúmeras coisas acontecendo ao mesmo tempo, postar aqui estava se tornando cansativo demais, esse é o resumo da minha ausência. Mas felizmente estou conseguindo organizar meu tempo à minha vida e o blog já tem seu espaço reservado.
Quero escrever sobre esse tempo longe, falar de algumas pessoas, de música, futuro, histórias, escola, sentimentos. E farei isso logo! Também pretendo criar um espaço específico no blog, que será uma espécie de “diário” narrando as aventuras de querer ser músico (porque isso de fato é uma aventura).  Lá contarei sobre algumas composições, sobre o processo de gravação, de divulgação... Enfim, tudo o que eu passar e que acontecer relativo a minha música, colocarei lá.
E esse post fica assim, mal começado, mal organizado, mal terminado, mal explicado... De qualquer forma, estou de volta!


terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

O velho Long Play


Do tempo do meu bisavô, do meu avô, do meu pai, e pelo que parece, do meu tempo também!
De goma-laca ou PVC, LPs ou EPs, simples ou duplos, nacionais e internacionais. Com gravação de frequência analógica, reproduz um som mais fiel ao original do que o dos modernos CDs e DVDs.  
A beleza ia além dos discos em si (ou como era apelidado, “bolachões”), as ilustrações dos encartes eram verdadeiras obras de arte. Mas há um segredo nisso tudo, algo que mantém os LPs vivos desde 1948 até hoje. Acredito que seja a magia do “passo a passo”... Pegar o vinil, grande às mãos e aos olhos, retirar da capa e limpar a superfície da poeira. Segurando pela borda, escolher o lado do disco e encaixar no pino. Levar o braço da agulha até a faixa desejada, abaixá-lo cuidadosamente e ouvir os chiados. E então, entrar em transe com a música, os ruídos e a imagem do disco girando.
Talvez por essa graça toda, alguns artistas em pleno século XXI, como Pitty, Green Day, A Day To Remember, Never Shout Never, entre outros, gravam suas obras também em vinil.
E por isso, ainda vou passar muitas horas vasculhando raridades no sebo. Vou ouví-las sempre, com o mesmo entusiasmo de quando ouvi pela primeira vez num LP Blowin’ In The Wind, e senti meus olhos timidamente encharcados de lágrimas. Vocês deviam provar disso...





quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Férias e Selo de qualidade


Bom pessoal, estou de volta! Pensei seriamente em preparar um post sobre as minhas férias, mas pra que um texto se uma sequência de palavras já diz tudo?

Cama > Almoço > Prison Break > Violão > Doritos > The Middle > Skins > Modern Family > Greek > Harper’s Island > Twitter > Tumblr > Aulas de canto > Chocolate > Pesquisas > Livros > E mais alguma coisa que eu possa ter esquecido... (se não conhece esses nomes estranhos, joga no Google).

Pois é, pra mim está tudo perfeito. Fico no meu quarto, no meu mundo, comendo, dormindo, assistindo tudo o que eu gosto e aproveitando meus últimos dias de felicidade e paz antes das aulas, provas, pressão e vestibulares começarem.
Ah...  Eu ganhei um selo de qualidade do Kelvin (do blog estounomeumundodalua.blogspot.com) e fiquei muito feliz, obrigado mesmo! O selo é do Projeto Creativité.



Agora tenho que cumprir algumas “regrinhas” por ter recebido o selo, e a primeira é indicar 15 blogs, então vamos lá:



A segunda é comunicar as pessoas que tiveram seus blogs indicados. E a terceira é responder algumas perguntas...

Nome: Giovanni de Campos Brum.
Música: I Love You More Than You Will Ever Know - NeverShoutNever
Humor: Tranquilo / Irônico / Alegre.
Uma cor: Verde.
Uma estação: Inverno.
Como prefere viajar: Pra um lugar frio com meu violão e alguns amigos.
Um seriado: Prison Break, Friends, The Middle, Skins...
Frase ou palavra mais dita por você: “É muito legal tocar essa música no violão”.
O que achou do selo: Muito legal mesmo.

E, eu criei um perfil no Threewords, quem quiser é só clicar nesse link: http://threewords.me/giovannibrum e me descrever em três palavras.
Pronto, por hoje é só! Confiram os blogs indicados e bem vindos novamente ao Blog “Na ponta do lápis”.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Fim de ano - Parte 3


Inicia-se agora o segundo semestre. Por motivos particulares voltei a estudar na minha antiga escola. Poucas eram as novidades, mas me senti em “casa” novamente. Logo nos primeiros dias de agosto recebi a notícia de que uma das pessoas mais queridas que eu convivi nessa escola que passei o primeiro semestre havia falecido junto ao pai em um acidente de carro.
Ela só tinha 15 anos, era um doce de menina, miss, modelo, querida por muitos. Talvez fosse boa demais pra estar no meio de nós e preferiu ir pra um lugar onde só pessoas com o coração como o dela podem estar.
E então a vida continuou, penei bastante pra acompanhar os estudos da “velha nova escola”. E voltei diferente.
Esse ano pra mim não foi brincadeira. Além de tudo o que aconteceu, foi um ano que mudei ligeiramente minha personalidade, meus conceitos, gostos, atitudes, convicções. De 2009 pra cá percebo que amadureci muito, talvez mais rápido do que minha cabeça poderia acompanhar, e por alguns momentos parecia que eu me desligava desse mundo e vivia num mundo só meu, isolado com os mais diversos pensamentos.
Com toda essa confusão de ideias eu acabei me afastando de alguns lugares, e de alguns grandes amigos e amigas... Não foi por mal, simplesmente eu precisava de espaço pra digerir tudo o que acontecia comigo. E coincidentemente meus devaneios e observações insistiam em acontecer na escola, perto deles. Eu só quis aprender com o novo, e a certeza de que nossa relação era grande o bastante, não senti medo de perdê-los, resolvi deixar os sentimentos e reflexões tomarem conta pra que eu pudesse aprender com tudo aquilo. Enfim, a respeito de escola eu encerro aqui.
E não é que mais um anjo resolveu partir? Minha avó após brigar onze anos contra o câncer faleceu. Dela ainda me restam os grandes exemplos e as lembranças. É pouco, mas o suficiente pra mantê-la viva dentro de mim. Não acho conveniente resgatar as lembranças neste post, por isso preferi ser objetivo.
Um pouco antes de o ano letivo acabar tive a honra de conhecer e posteriormente me tornar um membro de uma esmera Ordem de jovens que visa o aprimoramento moral e cívico. Sou imensamente grato pela chance de exercer os meus princípios ali dentro.
Dezembro chegou e as férias também. Livros, filmes, séries, músicas, passeios, internet, novos amigos e a chegada dos meus 17 anos. E assim estão sendo os meus dias até agora.
Em 2011 já estou ciente de que terei muitos desafios e prazeres. Último ano escolar, vestibulares, formatura, maioridade, mudança de casa devido à separação dos meus pais, gravação das minhas músicas, show do Christofer Drew and The Shout com participação do The Maine, e possivelmente terei que arrumar um emprego.
Apesar de tudo, esse ano foi o melhor que vivi. Na verdade aprendi a viver melhor, talvez isso tenha o tornado tão bom. E que venha 2011 e todos os seus obstáculos e realizações.
Desejo um feliz ano novo pessoal! Lembrando que podemos desejar e sonhar, mas a concretização de tudo isso só depende de como caminharmos e trabalharmos dia após dia
Obrigado a cada um que me acompanhou e contribuiu direta ou indiretamente pra que eu chegasse onde estou hoje, muito obrigado!


E continuem acessando o Blog Na ponta do lápis™

Fim de ano - Parte 2


Após um show, tive o prazer de conhecer os integrantes de uma banda que tenho muito apreço, a Fake Number. Foi um dia bacana, uma sensação única. É claro que não é a melhor banda, nem a minha preferida. Mas os acompanho desde o comecinho da carreira, vi o crescimento da banda e por isso tenho um carinho enorme.
Falando em carinho... Depois de tanto tempo ainda sentia saudade dela, a primeira garota que me fez amar. Não gostaria de divagar sobre o que tivemos, até porque o final dessa história não foi muito bom pra mim. Entretanto, até hoje me impressiono com o quanto a quis bem. Só voltamos a nos falar agora, no final do ano, mas foi tempo suficiente pra perceber que ela ainda é uma garota incrível que merece a minha admiração. Não digo que ainda gosto dela, mas existe um grande afeto. Afinal, ela fez parte de um grande momento da minha vida.
Continuando nesse tema de relacionamento, a relação dos meus pais não andava nem um pouco sadia. Suas discussões sobre os mais variáveis assuntos pendentes da separação não acabavam, e infelizmente quase tudo me afetava. Manter-me longe era impossível, e tentar ajudar a resolver os problemas e confortar as partes foi aos poucos deixando minhas forças escassas.
Ainda nesse semestre perdi minha cachorrinha, meu passarinho, e quem tem amigos de estimação sabe o quanto isso é ruim.
Espero não ter esquecido de nenhum acontecimento importante até então, pois é agora que as férias de julho chegam.
Minhas férias foram bem descritas nesse blog. Em resumo, levei toda a comida pro meu quarto, meu uniforme foi o pijama e a única coisa de útil que fiz foi ler e me aproximar de vez da música.
Música... A única arte que alimenta os diversos afetos do meu espírito. Estudo música há pelo menos seis anos e o que ela fez na minha vida é indescritível. Já a composição é algo mais recente. Sempre gostei de relacionar músicas com partes da minha vida e sempre encontrei músicas ideais pra cada uma delas. Até que num certo dia, por não encontrar nenhuma canção que se adequasse ao momento, senti a necessidade de representar a confusão de pensamentos que me sufocava, e foi assim que nasceu a primeira composição. Com o passar do tempo outras foram surgindo e a coisa foi ficando mais séria. Ao perceber o quanto alguns artistas influenciavam a minha vida, as minhas atitudes e as minhas composições, com seus gestos e sons, passei a sonhar que um dia minhas músicas poderiam fazer parte de um pedacinho da vida de muitas pessoas, podendo confortá-las ou trazendo qualquer outro tipo de benefício. E assim nasceu meu maior sonho, poder espalhar a minha música pra quem quiser ouvir. Nasceu também o primeiro grande desafio da minha vida, intensificar os estudos de música e conseguir um modo de gravá-las.
Por enquanto são dezoito composições populares, estilo folk/acústica, e três eruditas, sendo apenas uma transposta em partitura.

Fim de ano - Parte 1


Janeiro de 2010. A separação dos meus pais ainda era recente, o câncer da minha avó se agravava cada vez mais, a dor de perder meu primeiro amor era muito forte e uma nova escola me aguardava.
Não estava ansioso, nem preocupado, muito menos com medo, talvez eximira todos os sentimentos. Tornei-me vazio, mas não no sentido ruim da palavra, apenas para deixar-me preencher com tudo que aprendesse durante o ano, por bem, ou por mal.
Tenho vagas lembranças sobre o primeiro semestre, por isso adianto minhas desculpas pela falta de detalhes.
Pois bem, estudei desde a quarta série na mesma escola e por minha escolha decidi mudar pra uma escola pública no segundo ano do ensino médio. Além de motivos particulares, era o que eu poderia fazer para ajudar a diminuir todo o problema financeiro que minha família sempre teve e que se agravou depois da separação dos meus pais.
A “nova escola” está inserida em um padrão elevadíssimo do ensino público. Institui uma série de regras, é rígida no ensino, mantém o espaço físico extremamente limpo, novo e organizado, o que é difícil de acontecer nas escolas públicas brasileiras. Isso me deu uma falsa certeza de que me adaptaria com facilidade.
A primeira decepção foi ter conseguido vaga apenas no período noturno, mas logo fui pra manhã em uma das melhores salas em termos de nota, isso me acalmou no primeiro momento.
Entretanto a maior decepção foi encontrar uma diretoria preconceituosa e com atitudes arcaicas, mais parecidas com regimento de escola militar. Jovens com piercings e outros adereços “estranhos” não são aceitos pela escola. Garotos com cabelo médio ou grande muito menos. Roupas “diferentes”, ou uma maquiagem mais caprichada também são mal vistas pela diretoria.
Eu por exemplo, fui “expulso” a gritos da direção no primeiro dia de aula por estar com o cabelo comprido. Tão logo fui obrigado a esconder todos os dias meu alargador de apenas seis milímetros com um pedaço de esparadrapo ridículo para poder assistir às aulas.
Essa negativa norma (segundo a diretoria, a boa aparência prepara o aluno para o mercado de trabalho e para o mundo), induz ao pensamento atrasado e discriminatório, afinal o bom desempenho profissional e cívico depende de mim, do meu esforço, e dos meus princípios e não da minha aparência.
Fica claro o meu descontentamento nesse aspecto, mas também pude sentir na pele a carência do ensino público. Embora essa escola seja uma das melhores da rede do governo, infelizmente deixa muito a oferecer na educação.
Pessoas... Eis a parte mais delicada a descrever. Algumas indiferentes, muitas excepcionais, e outras, mais que especiais. Nessa escola encontrei um pessoal esforçado demais, e não pude deixar de compará-los com meus outros colegas da escola particular. Com isso defini que, são os alunos certos, na escola errada. Imagino o quanto essa galera esforçada da rede pública desenvolveria seu potencial se obtivessem a chance de ter ensino ao nível de uma instituição particular. Devo salientar que não generalizo, há os que honram o dinheiro gasto pelos pais, poucos, mas existem.
Acabei alongando demais o que tinha pra dizer sobre essa escola, mas finalizando... Lá, conheci alguém que hoje é um dos meus melhores amigos. Com ele aprendi realmente o valor de uma amizade, que vai muito além de brincadeiras e risadas. Um cara que soube impor presença desde os míseros momentos até os mais marcantes. Um cara que virou um irmão.
Lá, aprendi a valorizar gestos que não dava a devida importância. Lá amadureci muitos pensamentos e opiniões. Lá conheci pessoas maravilhosas, que me cativaram, e que não vou esquecer tão fácil o que cada uma acrescentou a mim. Embora tivesse provado o sabor amargo dos desgostos que senti, sou grato pelo tempo que ali estive.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Um pequeno pedido...


Olá. É plena madrugada e resolvi falar de um assunto legal ou chato, depende do ponto de vista. Vou ser bem objetivo, prometo.
Galera, eu sinto falta dos comentários de vocês aqui. Poxa, é através deles que posso saber o que acham dos textos, é por eles que posso interagir com vocês. Muita gente me chama no msn pra elogiar, comentar, ou ainda no twittter, mas eu gostaria que fosse aqui, clicando e comentando no blog.
Talvez seja incômodo pra vocês, não sei. Mas dava uma enorme satisfação quando lia comentários, tanto elogios quanto críticas, e a falta dessa comunicação às vezes tira aquele gostinho saboroso que eu sentia quando postava aqui.
Além de tudo isso. O número de seguidores do blog e a quantia de comentários fazem com que eu vá conquistando parcerias com outros blogs para divulgar o “Na ponta do lápis” cada vez mais.
Então, quando puderem, façam a gentileza de comentar, é simples, olha só:



Desculpa ficar pedindo, mesmo. Só quero tornar o blog melhor (:
Muito obrigado!

Meu aniversário está chegando!


Sim meus caros, vos digo que é tempo de festas!
Completo dezessete ilustres anos no dia vinte e sete desse mês. Todavia, a ansiedade paternal de me satisfazer é tão imensa que já recebi meus presentes. E hoje venho aqui para cumprir a missão de lhes contar os agrados que ganhei.
Por dois dias perambulei pelos corredores do shopping da cidade vizinha e depois de altas aventuras ao lado do Seu João, meu pai, voltei pra terra natal com três bagatelas de fazer os olhos brilharem.
Eis que apresento meu quadro do Friends, medindo 91,5x61cm, com moldura branca. Convido meus leitores a medirem em casa os 91,5x61cm com a régua ou com a trena para entenderem a grandiosidade do objeto.




Prosseguindo, apresento-lhes o livro John Lennon - A Vida”, de Philip Norman, 840 delirantes páginas.  



A biografia definitiva de John Lennon. Escrita com base em extensa pesquisa em documentos e depoimentos inéditos de Yoko Ono, Sean Lennon e Paul McCartney, faz revelações surpreendentes sobre o ex-Beatle, desde a infância em Liverpool até seus anos finais em Nova York.

Mais dados de acordo com o site da Livraria Cultura:
 Com acesso a documentos e testemunhos diretos de Yoko Ono, Sean Lennon e Paul McCartney, entre outros, o autor começa por descrever a infância e a adolescência do ex-Beatle. O pai, Freddie Lennon, que o teria abandonado ainda pequeno, e seu lado da história ganha aqui, um relato pormenorizado. Stu e Julia, Lennon admitiria mais tarde, foram as grandes perdas de sua existência. Na outra ponta, Yoko Ono dá um testemunho dos quase quinze anos de vida a dois, e um depoimento de Sean Lennon encerra o livro”.

E para encerrar esse admirável post narrado sem motivo algum de forma pseudo-formal, revelo o terceiro presente: Uma camisa xadrez detalhadamente perfeita! Entretanto, como a preguiça consome o meu singelo índice de iniciativa, não providenciei uma foto da mesma, algum dia vocês a verão ou não, em uma foto minha aqui no blog.


Respeitosamente,

Giovanni

sábado, 11 de dezembro de 2010

Ramirez

        Decidi fazer alguns posts recomendando artistas, séries, livros e etc, que eu gosto, principalmente os que são desconhecidos pela maioria das pessoas.
        É uma forma que tenho de devolver tudo de bom que me trouxeram, divulgando!
Hoje quero apresentar a vocês a banda Ramirez.


O quarteto existe desde 2003, mas acompanho a banda desde 2006, quando emplacaram o hit “Matriz” na Malhação. Já lançaram dois CDs e já gravaram o terceiro, que está em fase de mixagem e será lançado em 2011. Participaram de um quadro na MTV e no Jô Soares. Os meninos fazem um estilo rock romântico, e às vezes lembram Beatles, lembram mesmo, mesmo assim conseguem ser originais.
Eles se esquivam totalmente das modinhas e mostram um som perfeito, com letras criativas e melodias que parecem massagear os ouvidos, mas não deixam de lado a guitarra pesada em algumas músicas.
Embora a banda seja pouco conhecida, é uma das bandas atuais que eu mais tenho carinho. Diferentes, originais, românticos, tranquilos, eles são “Ramirez”.
E não são banda de duas, três músicas boas não... Vale à pena conhecer todas as músicas (inclusive as versões acústicas), e as letras, que por sinal trazem muito conteúdo. Garanto, os caras fazem um ótimo trabalho, sortudo de quem conhecê-los.

Esse link do 4shared contém todo o trabalho feito pela banda:


Aproveitem pra fazer os downloads (:
E não deixem de visitar o site:



Não poderia deixar de indicar algumas músicas da banda Ramirez pra vocês:

·         Matriz,
·         Menininha
·         Me diz
·         Vem me abraçar
·         Feliz sem mim
·         Desfile de motivos
·         Sophia
·         Em Roma e Lyon
·         O Melhor do que há pra nós
·         Desenhos
·         Frustrações Infantis


E esse foi o primeiro post de férias, de muitos que virão... Tchau!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Jú *-*

Hoje é aniversário de uma amiga muito, muito, muito especial pra mim.
        Jú, mesmo de longe, nossa amizade ainda está aqui, de pé. Não importa se nossas mãos não se tocam, se nossos olhos não se vêem... Importa é que mesmo longe, nos entendemos, nos ajudamos, confiamos segredos, e isso é o que faz uma amizade.
        Não quero ficar falando muito aqui nesse post, porque tenho algo melhor pra te mostrar quando a gente se encontrar, e esse dia está chegando.
        Eu quero mesmo é te desejar um feliz aniversário, meu anjo, que apareceu só pra deixar minha vida mais feliz.
        Espero que você tenha muita paz, pra sonhar, pra amar, pra aprender, pra viver. A mesma paz que você me dá a cada mensagem pelo celular, a cada “oi”, a cada “tudo bem?”, a cada palavra de carinho.
                                                                                              
Parabéns Jú

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Sim, estou vivo :l

Você sumiu .-.
- Pois é...

Pq?
- Porque algumas coisas aconteceram e me tiraram a inspiração pra escrever no blog. Fique sobrecarregado com coisas de escola e nos tempos livres eu compus ou twittei.

O que aconteceu nesse tempo?
- Provas e mais provas na escola, briguinhas por causa do rolo da separação dos meus pais, consegui compor mais músicas, fiz uma cirurgia pra retirar uma pinta que eu tinha na barriga, arrumei as pastas do computador, ganhei followers, ganhei uma camiseta linda do Never Shout Never e do Bob Dylan, li muitos livros maravilhosos, amadureci meus sonhos, me apaixonei pela menina mais doce que já conheci até hoje, e infelizmente minha vó faleceu... acho que só ._.

Ah, e foi por isso que você não postou mais aqui?
- Basicamente sim...

E vai voltar a escrever aqui?
- Vou, e muito! Mas só depois que as aulas acabarem :)

Por que você fez perguntas pra si mesmo?
- Não sei, estava ouvindo Chet Baker, tomando Yakult, lembrei do Jô Soares, e deu nisso daqui.

Você fala tanto que compõe, mas nunca ouvi suas músicas :/
- Estou melhorando a harmonia delas, revisando letras, fazendo contatos, aulas extras de música nas quais eu direciono para o aperfeiçoamento das minhas composições, e fazendo planos pra tão logo gravá-las e divulgá-las no myspace *-*

E todos os posts que prometeu?
- Relaxa, ainda vou postá-los.


Vai indicar alguma música no final desse post?
- Não, vou indicar um livro:
  “Eu sou o mensageiro - Markus Zusak


  

Obrigado e tchau!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Falando sério agora...


Estou no meu décimo sexto ano de vida e sinto que estou num momento de transição, como o da “águia” do post anterior.
Esse ano está sendo muito importante pra mim, estou decidindo coisas que valerão por muitos anos de minha vida.
Fui muito bem educado por meus pais, recebi a instrução e a moral cristã na igreja, e sem isso não seria o que sou hoje. Mas chegou uma hora em minha vida que precisei ir além, precisei buscar conceitos meus, os quais deveria descobrir sozinho.
Sempre fui, como várias pessoas, alguém de muitas palavras e pouca ação. Era humano demais pra sentir pena de pessoas com dificuldades, de animais abandonados, de um morador de rua, e nem um pouco humano em não fazer nada pra melhorar isso, além de dizer bonitas palavras. Apontava o erro do outro mas sempre acabava errando igual. Estendia a mão pra alguém desde que isso me beneficiasse, ou me fizesse parecer uma pessoa legal. Quase nunca tratei alguém da mesma forma que gostaria de ser tratado.
Não é difícil imaginar o que eu estou falando, até porque todos nós falhamos nesses aspectos. A questão é que eu venho me cobrando uma melhora, uma mudança, desde fim do ano passado. E dói, dói descobrir nossas falhas, dói descobrir que poderíamos ser tão úteis ao mundo, mas perdemos tempo com bobagens. E o mais difícil é mudar isso, é como um vício, e estou tentando deixá-lo.
Falando de coisas materiais, aprendi que por mais que você tente se adequar a moda, gostos, e o caralho a quatro, a revista da semana que vem vai dizer o contrário e você vai ser criticado. Aliás, isso é algo que me incomoda, se eu quiser sair de pijama um dia na rua, vou ser julgado. E por quê? O que isso muda na sua vida? Isso te ofende, te machuca, ou algo assim? Eu mudei meu caráter por causa disso? E não estou falando apenas de roupas, mas também de tatuagens, piercings, cortes de cabelo, gosto musical, opção sexual, enfim... Cada pessoa deveria viver como lhe convém, e não pra agradar a uma sociedade que só serve pra julgar.
Tento melhorar a cada dia, corrigindo o que acredito ser errado e buscando o que acredito que é certo. Não é preciso bíblia ou qualquer outro livro pra nos dizer o que fazer, temos algo chamado consciência. E ela não nos aponta só o errado, mas nos motiva a fazer o certo. O segredo não é apenas não fazer aos outros o que não quer que eles façam com você. É também fazer a eles o que gostaria que fizessem a você.
Quando comecei a compor, passei a olhar as coisas de um modo diferente. Eu vejo o quanto uma música pode melhorar meu dia, me confortar. Imagina o que um cobertor guardado há anos no meu guarda roupa não pode fazer a um morador de rua. Será que não posso organizar minha rotina, e trocar algumas horas de internet por uma visita a um asilo ou orfanato, pra quem implora por carinho e atenção? O nosso excesso pode ser o luxo pra quem não tem nada.
Tudo isso que estou falando são algumas coisas que pesam na minha cabeça há tempos, e que agora, mais do que nunca, sinto necessidade de colocá-las em prática.




         Ser “cool”, prafrentéx, ou como preferir, não é dar “tuitadas” legais, criticar modinhas, e se entupir de café. Ser “cool” é exercitar o altruísmo, e é isso que estou buscando todos os dias, e é isso que me dá paz. Tente também. 

E assim vai...


Todos os dias somos presenteados com obstáculos, empecilhos, novidades, coisas que nos ajudam ou nos atrapalham, porém de qualquer maneira precisamos continuar o nosso trabalho, que é viver.
Me surpreendo ao ver quantas coisas aconteceram esse ano e eu fui obrigado a superá-las e a absorver cada lição que elas me ensinaram.
A música e o blog eram o meu refúgio e tudo o que eu precisava era me acalmar, refletir, escrever, e tocar a vida adiante.
Nesse tempo que fiquei longe do blog fui pego por situações que olha... foram difíceis. Minha avó foi internada e ainda está, por causa do câncer. A Bianca, um anjo, um amor de amiga, com apenas 15 anos, sofreu um acidente de carro e ela e seu pai morreram. Enfim, não é necessário comentar tudo, agora eu consigo falar a respeito desses acontecimentos, mas não estava sendo assim.
Cada vez que quis desabafar, falar sobre besteiras, sobre amor, sonhos, medos, angústias, eu simplesmente não conseguia escrever no blog, cada palavra insistia em se transformar em poesia e melodia, e novas canções foram criadas, e dessa forma eu me acalmava.
Funciono assim, aprendi a ser assim, a música me consome em todos os momentos, e o resultado disso só poderia ser mais música. Sei que isso parece papo de louco, mas esse louco sou eu. Estou de volta.